segunda-feira, 9 de março de 2009

OFICINA COM AS MULHERES DAS COMUNIDADES RURAIS.

Para marca o dia internacional da mulher (08/03), O STR de Janduís, PDA Carnaúba e Centro Padre Pedro Neefs, realizaram oficinas com as mulheres trabalhadoras rurais nas comunidades de Verruma,Permissão, Arrimo e Morada nova.

Sendo trabalhado o surgimento do dia 08 de março, as dificuldades enfrentadas pelas mulheres,que apesar de tantas dificuldades elas vem conquistando um espaço de respeito dentro da sociedade. A Lei Maria da Penha- Capitulo II, das formas de violência domestica e familiar contra a mulher e as politicas públicas que temos para as mulheres.

Esse é um dia 08/03, que toda as mulheres comemoram sua trajetória de luta e democracia, cada vez mais fortalecidade, sega pelo cénario externo, pelos desafios que enfrentamos e pela capacidade de resistência e reação. Nesse caminhar árduo e longo, a participação, a organização e o planejamento são elementos esseciais.

E na segunda feira 09/03 caminhada com as mulheres trabalhadoras rurais deste municipio, pelas principais ruas da cidade, com parada na feira agroecologica e café da manhã no centro Padre Pedro Neefs.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mulheres no movimento Sindical e Social.

A ação coletiva das mulheres agricultoras foi, sem dúvida, uma das grandes novidades do cenário político da época. Em vários locais do País, no início dos anos de 1980, pequenos grupos de mulheres passaram a se reunir para conversar sobre as suas vidas e o trabalho. As lutas que alcançaram uma maior visibilidade política ocorreram em torno de quatro eixos: reconhecimento do trabalho na agricultura e nos sistemas agroextrativistas; lutas pelo direito à terra e pela reforma agrária; acesso aos benefícios da Previdência Social; participação das mulheres na estrutura sindical, seja como associadas a sindicatos, seja como diretoras de sindicatos e federações.
Nos trabalhos da Constituinte, as trabalhadoras rurais articuladas com o movimento sindical rural e com o movimento de mulheres participaram ativamente das mobilizações para a inclusão de suas reivindicações na nova Constituição. Dentre as conquistas alcançadas que atingiram diretamente as mulheres rurais destacam-se o direito à terra, a extensão dos direitos trabalhistas para homens e mulheres trabalhadores/as rurais e o acesso aos benefícios da Previdência Social. A partir do final da década de 1980 as lutas das mulheres foram pela regulamentação dos direitos conquistados e pela implementação de políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade de gênero.

Dia 08 de março temos que comemorar.


Sim! Temos muito a comemorar.
No Brasil as mulheres têm avançado
muito na conquista de seus direitos.
A luta pela igualdade de gênero é
prioritária na construção de uma sociedade
democrática.
Atuar contra as desigualdades sociais
é prioridade do Governo Lula.
Com este objetivo foram criadas a
Secretaria Especial de Políticas para
as Mulheres e a Secretaria Especial
de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial, com estatuto de Ministérios.
Na perspectiva de inclusão social
o governo criou o PRONAF-Mulher
para incentivar as atividades produtivas
de mulheres rurais através de
crédito e assistência técnica.
A iniciativa de construir novos valores
evidencia o nível de organização das
mulheres ao divulgar suas propostas
para a construção de um mundo em
que predominem igualdade, liberdade,
solidariedade, justiça e paz.
Neste 8 de março nos solidarizamos com
as mulheres que das grandes metrópoles
aos recantos mais ermos do
país atuam na família, na escola, no
trabalho, na política, na esperança de
construir uma sociedade humana e
solidária, baseada na igualdade e no
respeito entre os sexos.

Dados nacionais sobre a violência contra as mulheres.


A Lei Maria da Penha .
A Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher foi sancionada pelo presidente Lula, dia 7 de agosto, e receberá o nome de Lei Maria da Penha Maia. “Essa mulher renasceu das cinzas para se transformar em um símbolo da luta contra a violência doméstica no nosso país”, afirmou o presidente.


O projeto foi elaborado por um grupo interministerial a partir de um anteprojeto de organizações não-governamentais. O governo federal o enviou ao Congresso Nacional no dia 25 de novembro de 2004. Lá, ele se transformou no Projeto de Lei de Conversão 37/2006, aprovado e agora sancionado.


A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, acredita que o número de denúncias possa aumentar. “Certamente , quando oferece a sociedade uma estrutura de serviços onde as mulheres se sintam encorajadas a denunciar porque tem uma rede de proteção para atendê-las, você aumenta a possibilidade de número de denúncias”, disse.


A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres colocou à disposição um número de telefone para denunciar a violência doméstica e orientar o atendimento. O número é o 180, que recebe três mil ligações por dia.

A biofarmacêutica Maria da Penha Maia lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado. Ela virou símbolo contra a violência doméstica. Em 1983, o marido de Maria da Penha Maia, o professor universitário Marco Antonio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, tentou eletrocutá-la. Na ocasião, ela tinha 38 anos e três filhas, entre 6 e 2 anos de idade.

A investigação começou em junho do mesmo ano, mas a denúncia só foi apresentada ao Ministério Público Estadual em setembro de 1984. Oito anos depois, Herredia foi condenado a oito anos de prisão, mas usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena. O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou, pela primeira vez, a denúncia de um crime de violência doméstica. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Hoje, está em liberdade.

Após às tentativas de homicídio, Maria da Penha Maia começou a atuar em movimentos sociais contra violência e impunidade e hoje é coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no seu estado, o Ceará. Ela comemorou a aprovação da lei. "Eu acho que a sociedade estava aguardando essa lei. A mulher não tem mais vergonha [de denunciar]. Ela não tinha condição de denunciar e se atendida na preservação da sua vida", lembrou. Maria da Penha recomenda que a mulher denuncie a partir da primeira agressão. "Não adianta conviver. Porque a cada dia essa agressão vai aumentar e terminar em assassinato."

Juizados especiais:

A Lei Maria da Penha estipula a criação, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal, de um juizado especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para dar mais agilidade aos processos.

Além disso, as investigações serão mais detalhadas, com depoimentos também de testemunhas. Atualmente, o crime de violência doméstica é considerado de “menor potencial ofensivo” e julgado nos juizados especiais criminais junto com causas como briga de vizinho e acidente de trânsito.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, afirmou que vai recomendar a criação. “O Poder Judiciário, por meio do Conselho Nacional de Justiça, tem a intenção de fazer recomendar a todos os judiciários estaduais, que são autônomos e independentes, a criação dos juizados especiais que cuidam da violência doméstica”.

ORIGEM DO DIA INTERCIONAL DA MULHER


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na
Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de
trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras.
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e
legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História
1788 - o político e
filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos
Estados Unidos.
1859 - surge na
Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 - na
Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de
Medicina.
1874 - criada no
Japão a primeira escola normal para moças
1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Sindicalistas da Agricultura Familiar se reúnem em Janduís.


MÉDIO OESTE - De forma organizada e buscando melhorias para o homem do campo, os representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e Fóruns da Agricultura Familiar dos municípios de Upanema, Janduís, Governador Dix-sept Rosado, Itaú, Severiano Melo, Patu, Messias Targino, Apodi, Paraú e Campo Grande ligados a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande Norte (FETRAF-RN) da região do Médio Oeste, participam nesta terça-feira da reunião ordinária regional da Fetraf-RN, no município de Janduís.

A reunião será na Câmara Municipal de Janduís e durante o encontro será discutido ações visando o fortalecimento da agricultura familiar na região do Médio Oeste. A previsão é de que os trabalhos sejam iniciados às 8h30, com a participação dos dez municípios que compõem a regional da Fetraf-Oeste.

De acordo com os líderes sindicais, durante toda semana passada o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Janduís, Raimundo Canuto de Brito, aproveitou para mobilizar dirigentes locais para participarem do evento da Fetraf regional.


Raimundo Canuto de Brito aproveitou para mobilizar dirigentes locais para participarem do evento da Fetraf regional. O encontro em Janduís contará com a presença de representantes da Fetraf estadual."Todos os meses promovemos essas discussões, onde definimos nossas atividades regionais e locais", informou Pôla Pinto. Do município de Messias Targino quatro membros da diretoria vão participar da reunião.Fonte: http://www.gazetadooeste.com.br/